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a VeRDaDe dA FiCÇão pOÉtIcA

 
Lisboa, 01 de abril de 2015
Imagem capturada por Maíra Zenun
Graça
 


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bUcEtA-FLoR

pousa a mão na minha buceta acariciando os pequenos e grandes lábios em forma de  flor desabrochando  entre os seus dedos à espera dos seus lábios... 

beija todas as terminações nervosas da  minha buceta e faz poesia terna com a sua língua nas paredes úmidas que abrigam o meu ponto [G] de amor... 

cheira toda à extensão da minha buceta, como se fosse pétalas de mistério, respira os segredos de mim guardados no meio das minhas pernas para ti... 


Violeta Serena Florianopólis, 29/12/2018 Foto: Maíra Zenun

pAU GRaNDe LiMiTaNTe

outro dia me peguei pensando que não curto homens de pau grande… isso mesmo, não sou fã dos pauzudos e deles eu fujo… sexo para mim tem de ser confortável… com aconchego… com afeto… com beijos… com saliva… com línguas… com dedos… o pau grande envaidece… emburrece… entristece… a metida sem carícia não rima… não excita… não liquidifica… o tamanho não é o maior ganho… o gozo não chega com o desconforto… é preciso acariciar… beijar… encaixar… bem devagar para não machucar… às vezes acho que o pau grande é fissura sem cura na disputa da rua… o pau grande é a virilidade torta materializada na masculinidade tóxica… o pau grande é a cobrança insana de quem não ama… machos entendam: a penetração não é o auge no rolê da transação… e o seu pau grande pode ser limitante!!!...
Violeta Serena Belém, 30 de novembro de 2018 Desenho: Ana Mafalda.

rAqUEl

Raquel, eu preciso te dizer o que nunca te disse:
Te odeio pelo seu desamor… Te amo por ser parte de você… Te quero perto de mim… Mas desejo a distância atlântica entre nós duas…
Todo o meu silêncio e ausência… Foi por medo de não saber expressar… O que queria falar… Você me amedronta… Não sei te encarar de frente…
Perto de você sou a menina frágil… Ansiando desesperadamente pelo seu colo de mãe… A menina-mulher que jamais recebeu o seu afago… Em meus cabelos crespos…
Na minha imaginação… Continuo sentada naquela cadeirinha amarela… Esperando as suas migalhas de afeto… E vendo os seus olhos de desprezo por mim… Os seus gritos perduram em meus ouvidos… E ainda me encolho de pavor…
Eu só queria que você soubesse… Que eu não tive culpa… Pelo abuso sofrido por ti… Eu nasci e queria o seu amor… E a inexistência dele… Fez eu ambicionar avassaladoramente a sua morte…
Tracei planos estratégicos para te matar… Mas nunca os coloquei em prática… Porque queria que você vivesse e me amasse… Como você amava os seu filhos de sa…