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áGuaS dO ouTRo e dE mIm...






O mar que me assusta e seduz; que me arrebata e desespera, que me desencanta com profundo encanto pelo desconhecido mundo das águas azuis...

Barcelona, 30 de dezembro de 2015
Imagem capturada por Violeta Serena
Vista do Mar Mediterrâneo do alto do Montjuic




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bUcEtA-FLoR

pousa a mão na minha buceta acariciando os pequenos e grandes lábios em forma de  flor desabrochando  entre os seus dedos à espera dos seus lábios... 

beija todas as terminações nervosas da  minha buceta e faz poesia terna com a sua língua nas paredes úmidas que abrigam o meu ponto [G] de amor... 

cheira toda à extensão da minha buceta, como se fosse pétalas de mistério, respira os segredos de mim guardados no meio das minhas pernas para ti... 


Violeta Serena Florianopólis, 29/12/2018 Foto: Maíra Zenun

pAU GRaNDe LiMiTaNTe

outro dia me peguei pensando que não curto homens de pau grande… isso mesmo, não sou fã dos pauzudos e deles eu fujo… sexo para mim tem de ser confortável… com aconchego… com afeto… com beijos… com saliva… com línguas… com dedos… o pau grande envaidece… emburrece… entristece… a metida sem carícia não rima… não excita… não liquidifica… o tamanho não é o maior ganho… o gozo não chega com o desconforto… é preciso acariciar… beijar… encaixar… bem devagar para não machucar… às vezes acho que o pau grande é fissura sem cura na disputa da rua… o pau grande é a virilidade torta materializada na masculinidade tóxica… o pau grande é a cobrança insana de quem não ama… machos entendam: a penetração não é o auge no rolê da transação… e o seu pau grande pode ser limitante!!!...
Violeta Serena Belém, 30 de novembro de 2018 Desenho: Ana Mafalda.

rAqUEl

Raquel, eu preciso te dizer o que nunca te disse:
Te odeio pelo seu desamor… Te amo por ser parte de você… Te quero perto de mim… Mas desejo a distância atlântica entre nós duas…
Todo o meu silêncio e ausência… Foi por medo de não saber expressar… O que queria falar… Você me amedronta… Não sei te encarar de frente…
Perto de você sou a menina frágil… Ansiando desesperadamente pelo seu colo de mãe… A menina-mulher que jamais recebeu o seu afago… Em meus cabelos crespos…
Na minha imaginação… Continuo sentada naquela cadeirinha amarela… Esperando as suas migalhas de afeto… E vendo os seus olhos de desprezo por mim… Os seus gritos perduram em meus ouvidos… E ainda me encolho de pavor…
Eu só queria que você soubesse… Que eu não tive culpa… Pelo abuso sofrido por ti… Eu nasci e queria o seu amor… E a inexistência dele… Fez eu ambicionar avassaladoramente a sua morte…
Tracei planos estratégicos para te matar… Mas nunca os coloquei em prática… Porque queria que você vivesse e me amasse… Como você amava os seu filhos de sa…