l á, longe de tudo… afastada do mundo virtual… e imersa no mundo de sol e águas salgadas, observei tudo à minha volta!... o calor me transportava à Amazônia e ao Cerrado Brasileiro… entre a braveza do mar aberto e a calmaria da lagoa, ousei banhar-me nas águas frias dessa outra margem… confesso que foi um ato de fé e de amor… ele fitou-me nos olhos, segurou nas minhas mãos e disse-me: vem! confia!... e apesar da minha crônica desconfiança das águas desconhecidas tomei banho de sal grosso (ou fino) concentrado e aliviei as angústias dilacerantes do meu coração nos últimos dias… aquela lagoa escura, remetia-me a «Lenda do Abaeté» do Caymmi e eu fiquei cantarolando dentro de mim: “no Abaeté tem uma lagoa escura, arrodeada de areia branca…” caminhando sem destino nas ruas da Vila sem gente, deslumbrava-me com as formas e cores das flores ao cair da tarde de veraneio… sabe, acho que o que sinto pelas flores não é amor incondicional… mas sim… uma estranha, compulsiva e irrestrita obsessão...
... aqui é o lugar no qual posso ser poeta-escritora|escritora-poeta sem ter de passar pelo crivo do mercado editorial com todos os seus critérios e princípios de exclusão! ...