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sILêNCiO

  o silêncio compõe sinfonias de vozes dissonantes na partitura do grito sufocado agita em ruídos a seda das folhas refletidas nas nuvens de chuvas projetadas no céu do inverno coreógrafa sonoridades ao vento na harmonia de memórias ilembráveis de nota em nota o silêncio desenha palavras árias para desalimentar a canção do sonho de escuta...   luZgomeS 15/11/2022.
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áGuaS LeVeS

as águas leves banham a cabeça para acalmar...  as águas leves convocam o equilíbrio para re-orí-entar... as águas leves arrancam à angústia no movimentar... as águas leves cantam em tempos de esperançar... as águas leves germinam aconchego no caminhar... as águas leves brotam tranquilidade nos dias a passar... as águas leves desaguam amor para prosperar... luZgomeS Salvador, 24/08/2022

sUssUrrO

  na vilania das emoções  o mar com sua melodia sem regência  invade os poros da minha pele se instala coreografando uma dança das águas em estado de calmaria adornando c ada fragmento dos sentidos  para afirmar num sussurro: há sossego dentro de ti... luZgomeS Salvador, 03/08/2022

vOcÁbULo

  imagino-te percorrendo os atalhos do meu corpo criando caminhos sensoriais ao contornar os detalhes da minha pele... com toques de suavidade encontramos letras soltas à procura das estradas de palavras em nós para escrevermos parágrafos de poesia tendo o vocábulo AmOr como protagonista...   luZgomeS Belém, 23/07/2022

crAtErAs

  mergulhar nas crateras emocionais dos desejos insatisfeitos abre fendas... cria fissuras... revira escombros... uma melodia para a ópera do cuidado compõe-se com notas descompassadas restaurando a falta do que nunca existiu cicatrizando os rasgos do que não foi alertando para a dádiva do presente na beleza frágil- delicada totalmente palpável   nas pétalas das orquídeas... luZgomeS 29/04/2022  

o BaiLe

  na dança da vida há descompassos nos ritmos dançados em duo... mas aprendi a bailar sozinha ao lado das notas sonoras desenhadas na melodia do vento... de passo a passo vou criando coreografias de aconchego para a pele protetora do meu corpo... fiz-te um convite para o baile imaginário, para talvez criarmos partituras de possibilidades... ensaiando conversas nos gestos da escuta... do cuidado... da atenção... o não retorno é poetizado mirando os grãos de poeira materializados nas folhas das mangueiras... em tempos de cólera, liquidez das emoções... amizades inconcretas e desgenerosidade humana, a poesia continua a melhor companhia... olho para o maestro da orquestra existencial e peço: - solta o som DJ porque a festa poética do viver a vida é finita! luZgomeS Belém, 14/12/2021