às vezes procuro respostas na singeleza de um fragmento folhístico sobre o concreto... a decomposição da folha decompõe o meu olhar sobre o meu corpo... muitas vezes desamado-desgastado-odiado-expropriado-violentado... decompondo a folha na minha retina penso nos resquícios dos vazios que se alastram no interior de mim destruindo o meu corpo-matéria no cotidiano da vida... me fazendo acreditar por muito tempo que não era nada... criando em mim a falsa ilusão de uma vida sem sentido... construindo em algum recôndito do meu âmago o desespero por não ser ninguém... pausei! respirei! e contemplei o mundo ao redor!!!... dei-me conta que a existência inútil me apavora... e esse tal de caminho do meio nunca fez parte do meu meio... excessivamente sempre busquei o verdadeiro sentido da minha existência nesse mundo caótico de descontrário de tudo...hoje sei que tudo que faço é para me salvar desse fantasma do vazio amoroso que ainda não foi exorcizado em mim... descobri que só o amor desmedido...
... aqui é o lugar no qual posso ser poeta-escritora|escritora-poeta sem ter de passar pelo crivo do mercado editorial com todos os seus critérios e princípios de exclusão! ...